O que as instituições financeiras oferecem de crédito para salvar as empresas da crise do coronavírus

Empresários de todo o mundo têm buscado meios de sobreviver à crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. No Brasil, a situação se torna particularmente dramática, tendo em vista a dificuldade enfrentada pelo governo de estabelecer medidas que, de fato, signifiquem proteção real às empresas e, consequentemente, aos trabalhadores.
Basicamente, para a maioria dos empreendedores os problemas se concentram em pagar os salários dos funcionários e manter as contas em dia. Mesmo com pacotes que flexibilizam as relações trabalhistas neste período de pandemia, muitos empresários não enxergam outra saída para salvar seus negócios, senão recorrer a empréstimos.
Por isso, a SIGA reuniu as principais linhas de crédito anunciadas até aqui, com condições especiais para este momento. É importante frisar que os percentuais e condições dependem de análise de crédito e podem variar conforme a realidade de cada empresa e do risco identificado pelas instituições. Veja:
BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES anunciou a destinação de R$ 5 bilhões em novos créditos para as micro, pequenas e médias empresas.
Os juros e condições dependem de cada tipo de crédito e das condições oferecidas pelos bancos parceiros. Por exemplo, para microempresas há financiamento de Selic + 1,25% ao ano para pagar em cinco anos, com dois anos de carência + a taxa do agente financeiro. Ou microcrédito de até 4% ao ano, definida pelo banco. Por isso vale a pena consultar mais de uma instituição financeira, em especial as que você já tenha relacionamento.
Assista o vídeo e veja os cinco passos para conseguir a liberação de crédito no BNDES:
Para quem já tem algum financiamento no BNDES, a instituição também anunciou a suspensão temporária de pagamentos de parcelas. Isso equivale a um auxílio de R$ 30 bilhões.
CAIXA
Para empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, a Caixa criou uma linha de crédito emergencial para pagamento de salários. A taxa de juros é de 3,75%/ano, com seis meses de carência e pagamento em 30 parcelas. O dinheiro cai diretamente nas contas dos empregados.
Para cada empregado, o limite mensal é de R$ 2.090,00. Para vencimentos maiores, a empresa deverá fazer o complemento.
Após a contratação do financiamento, a empresa não poderá, pelos próximos dois meses, demitir os empregados com salários financiados.
Para solicitar o crédito ou fazer uma simulação, é necessário fazer um cadastro nesta página.
A Caixa Econômica Federal também anunciou a redução de até 45% nos juros para contratação da linha de capital de giro para micro e pequenas empresas. A carência será de 60 dias nas operações parceladas e renegociações.
BDMG
O BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais anunciou mais R$ 100 milhões para linhas de crédito facilitadas e com juros reduzidos para micro e pequenas empresas (MPEs).
Para micro e pequenas com faturamento de até R$ 4,8 milhões, a taxa mensal de juros foi reduzida de 0,98% para 0,83% e carência foi ampliada de três para seis meses. Para bares, restaurantes, pousadas, empresas de transporte, de infraestrutura de eventos e outras ligadas ao turismo, a taxa mensal é de 0,41% + INPC, e a carência é de 12 meses. Em todos os casos, o prazo de pagamento é de até 48 meses.
Na mesma faixa de faturamento, o banco também anunciou a facilitação para negociação e adiamento no pagamento das parcelas por até 90 dias, para empresas com parcelas em dia, mantendo a taxa original do contrato.
Acesse esta página para simular e contratar os financiamentos do BDMG.
Bancos Privados
Apesar de terem anunciado condições especiais para auxiliar as empresas neste momento, há vários relatos de aumento na taxa de juros. O motivo é o aumento do risco nas operações em função da crise econômica provocada pela pandemia. Vale a pena consultar com seu gerente e comparar as condições com o que é oferecido pelas instituições públicas.
Ainda tem dúvidas sobre os melhores caminhos a seguir neste momento de incertezas? Envie seu comentário abaixo ou fale com a SIGA.
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